Hoje olhando aquela paisagem, e ouvindo aquela música gaúcha que mais parecia um hino, eu ouvia uma voz grossa, envelhecia que agradecia pelo lenhador que cortava as madeiras para construir seu lar. E lá no fundo eu não pudera agradece-lo, o meu lar, em meu mundo, cabe somente a mim saber construí-lo. Aquele som já manchava toda paisagem, as vozes que interrompiam aquele silencio, fez que o dia, fosse apenas mais um.
O vento bagunçava meu cabelo. E os sapatos apertavam meus dedos. O olhar distante, vazio, me fez pensar que o meu coração já anda meio frio, antes mesmo do inverno chegar.
Vários olhares se cruzando, e uma voz irritante saindo do microfone, parecendo narrador de jogo, falando sem saber o que falar, e em meio do leilão de um BOLO ele falava: aqui tem erva na cuia e café no bule. Aquilo era um zumbido para meus ouvidos. Voltando aos olhares, algo me prendeu, o que me fazia sempre reparar aquele lado.. E VENDO por outro lado percebi o quanto tantos olhares se cruzam, e falam mais que muitas palavras.
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