Você leva a vida assim, com desafetos pessoais, conquistas emocionantes e até assume alguns desamores ileais.
Você administra seus ideais, persegue um foco, e é dono das suas conseqüências!
Você acredita que as suas dores são as piores, seus sofrimentos os mais injustos, até que um dia, você passa a sofrer a dor dos outros. E descobre, que a dor de não poder resolver ou ajudar, é pior que a própria dor particular.
Luta, remoe, indaga, e a dor não cessa. Oscila, mas não para. A sua dor, joga fora. A sua dor, abandona, guarda, amortece. Mas aquela dor, que habita logo ali, naqueles que vivem bem aqui no peito, te mata, te judia, te corroe.
Você acaba de descobrir que seu ciclo de vida começou a sair da rota e sua rotina não para de atualizar os status emocionais.
Perde-se o controle.
Aceita, aquieta, se rende. Talvez até desista. Mas o FRACASSO de não poder reagir, te diminui, te invalida, te enfraquece.
Vive-se dias sem vida. Mastiga-se noites, sem fome. Sem prazer.
E então você aprende a ATUAR:
- Mostra os dentes, mas não sorri.
- Abraça, mas não se envolve.
- Acorda, e continua sonhando.
- Dorme, e reza por sono eterno.
Desaprende-se a demonstrar afeto. TANTO FAZ.
Exige atenção, sem necessita-la. TANTO FEZ.
Perdemos a vontade de entender, e ganhamos a TRISTE CORAGEM de ACEITAR, fingir amar. FINGIR VIVER!
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