
Algumas coisas são só nossas.
Cada um tem a sua caixa de quinquilharias, e dentro dela cabem apenas nossos mais peculiares trejeitos e afetos.
Nesta caixa que defino como particular, cabe pouca coisa, cabe tudo, cade nada.
Cada um guarda o que quer.
Eu guardo na minha caixinha: o direito de falar do meu pai, da minha mae, do meu irmao, do meu marido e das minhas melhores amigas. Mas este conjunto não dá créditos a eles julgarem a mim e algum dentre eles.
Isto é particular meu.E todo mundo guarda isso em sua caixa.
Eu guardo na minha particularidade, o momento de ler em paz. Ler antes de dormir. Entrar no facebook e ler as frases e cronicas de todo e qualquer autor.
Guardo também, o instante em que preciso viajar sózinha, ouvir minha musica velha, clichê e preferida. Pode ser no onibos, mas com o meu fone de ouvido. Viajar em casa, viajar no quarto, viajar na paisagem. Simplesmente viajar.Eu o guardo com carinho.
Guardo também aquele momento unanime de encontrar as amigas para fofocar. Falar de mim, falar dela, falar dos outros. Bem , mal. É meu, é nosso. Mulher tem isso!
Guardo minha outra face. Minha face intensa. Aquela que sofre.
Carrego minha caixa aonde quer que eu vá.
Quer queira, quer não, e só eu sei o momento em que abro minha caixa. Sei quando estou com a caixinha aberta.
Me irrito profundamente quando interferem nas minhas particularidades.
Sabe aquela coisa que você carregará para sempre?
Alias, nao dá para carregar, já vem de dentro. é incerto o momento de usa-la.
Podemos aumentar ou diminuir as manias, independente de seu tamanho.
A vida se encarrega de adquirir ou expulsar as coisas do nosso particular.
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