Primeiramente.

Este blog é completamente de minha autoria.
"Paula da Silva."

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Constante turbulência. Inconstante sentimento.





                Não sei até que ponto valeu a pena entrar de cabeça em um relacionamento vazio. Talvez tudo tenha acabo pela falta, e não pelo excesso. 
                   Falta de carinho, de atenção, de valorização, falta de amor, de beijos e abraços.


Ver tv juntos já não era uma parte legal da rotina. Sim, porque rotina é normal em um relacionamento que deve ser duradouro. Mas o DEVE ser, já não preenchia mais as incertezas.

                Incertezas que vinham e se instalavam, nunca se foram. 
Duvidas frequentes,  que não se resolviam. Dores crescentes. Dor de amar, dor de ver, doía até esperar. Tudo se rompeu, pois já não aviam laços que me mantivessem viva dentro desta imensidão de tormentos.

                As pessoas aguardaram meu luto. Aguardaram meu sofrimento. Se assustaram com decisão tomada com tanta certeza. Os outros queriam me ver descabelada. Se assustaram com meu cabelos mais bonitos, e minhas roupas mais ajeitadas. Se assustaram com minhas unhas pintadas sinalizando cuidados .
                Os primeiros dias foram tristes. As lagrimas não simbolizavam sofrimento. Apenas insegurança. O baque não foi pelo termino, e sim pelo medo. Medo de seguir sozinha e começar de novo.

                Diziam: não faltou paciência? Casamento recente é assim. Não faltou vontade?
E eu no meu inconsciente sabia que o que mais faltou foi paciência e vontade de ficar. Nada mais me prendia aqui. Nem mesmo a segurança de simplesmente ter alguém. Mas as pessoas seriam incapazes de compreender tanta falta que se vivia por aqui.
                Ninguém vestiu meus sapatos. Nem sentiu a dor dos meu calos.
                Outros diziam: como você chegou até aqui? Aguentou demais.
Estes também tampouco compreenderiam minha vontade de estar aqui. Vontade de ter minha família, família que se une, família que em 3 seria capaz de ser apenas um.

                Sobrou vontade de ficar, e faltou motivos para estar. 
A vontade não passava de ilusão.
O Que ficou foram os frutos de uma tentativa frustrante de constituir uma família.

Filha adorada que talvez sofra para seu todo sempre. Começamos escrevendo sua historia de uma maneira difícil, que seus 7, 8 anos vão nos encher de perguntas, e talvez me colocar em duvidas novamente.
Mas com seus 20, 21 será capaz de entender que foi por amor a ela que me encorajou de cria-la longe de seu herói. Heróis falham minha pequena. E a Mulher maravilha também!
Amor nunca ira faltar a ela. E ela, sem entender nada, devagar, ira aceitando a ideia de que foi melhor para nos 3.
Essa parte me dói. Ve-la sofrer e chorar algumas vezes vai ser uma grande tortura. Mas ve-la  saudável,  já me consolaria, por que a vida é injusta. E não seria justo que ela carregasse o peso das brigas, o peso da infelicidade, o peso da falta de união.  Ela me culparia por isso.
Viver é um dom, sobreviver uma dadiva.
São tantos porquês inacabados e mal interpretados que as vezes fica quase impossível de se sobressair. Difícil lhe dar com opiniões alheias.  Mas péssimo seria não fazer nada diante a situação. 


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