
Momentos antes daquele breve reencontro virtual foram uma
eternidade, até que eu fosse consumida pelo riso em minha face.
Sabe-se la qual seria a reação daquela conversa repentina após
anos de afastamento. Os últimos dias tinham sido possuído por um pensamento
constante e perturbador de como fazer o
acaso forcar um reencontro.
Dias e noites mirabolando um assunto que não gerasse polemica.
Que apenas te fizesse saber que você ainda habitava em meus pensamentos.
Hoje faz mais de ano
que tudo se perdeu no tempo. Mesmo que tudo que feito até aqui foi com a duvida
de como teria sido se fosse diferente.
Como seria a conversa
de dois adultos que por hora não se conheciam. Não mais. Pois aquele primeiro
amor era com pessoas completamente diferentes. Aquele sentimento era construído
com pessoas completamente movidas pelo amor que ardia. Queimava.
Era para ter sido para sempre, mas como dizem por ai: o pra
sempre, sempre acaba.
Porem. A duvida e a angustia me fizeram reagir. E mesmo que
nada tenha acontecido. Aconteceu sim. Um grande nada. Que tornou uma breve
felicidade intocável.
Tudo real e irreal. Incoerente mas verdadeiro. Os conflitos mal resolvidos geraram uma
suspeita de expectativa. Mesmo que esteja distante da realidade, eu senti
alguma coisa viva ainda dentro de nos. Senti seu olhar apaixonado mesmo longe
de mim.
Me derreti mas consegui me conter com palavras. Palavras
estas que não nos levariam a lugar nenhum, a não ser a tortura plena de um
sistema cheio de incognatas.
Sigo só. Mas sigo só na esperança que não deveria existir. Afinal
eu já havia desperdiçado todas as minhas fichas em apostas imaturas.
Inconstante turbulência de sentimentos. Se é que posso
chamar isto de sentimento. Pois não há nenhum deles que decifre esta maluquice.
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