
Ela sempre estará disponível para
um grande amor. Ela pensa seriamente em se fechar, pensa em evitar qualquer
tipo de relacionamento, e ela até se leva a sério as vezes, mas este pensamento
nunca durou muitos minutos. Logo ela se pega presa novamente ao passado,
resgatando forcas para então seguir em frete. Ela se sente cansada de
prosseguir. Sente preguiça de conhecer pessoas novas e se relacionar novamente.
Mas não da. Ela simplesmente vive de
envolvimentos.
Ela não tem um estilo fixo, as
vezes ela curte rock e as vezes pira em um sertanejo, por que não um pagode?
Talvez as pessoas pensem que ela não tem personalidade, mas a questão é que
estilo não define necessariamente uma personalidade. Apesar de não representar,
ela tem um jeito muito forte de levar a vida. E talvez seja a maneira mais
arriscada de enfrentar seus dias.
Ela não sabe viver sem ter alguém
para conversar. Fica completamente descontrolada quando se sente sozinha no
mundo. Seu foco é sempre ter alguém. E quando tem, mesmo sem querer, se doa por
inteiro. Ela pensa que sabe controlar seus sentimentos, mas é ai que ela se
engana. Mal sabe ela que ela não tem nem controle sobre seu estilo musical, quem
dera sobre sua vida amorosa.
Ela sabe como conduzir uma
situação de desamor. O que ela não sabe é como praticar o desapego. Ela não
sabe se amar. Mesmo ela só sabendo amar.
Ela se dedica ao próximo como se dedica a um trabalho decisivo. Como se
sua vida fosse sempre dedicada ao amor.
É lindo encontrar alguém assim.
Mas não é lindo quando esta pessoa é você. Afinal, ela sofre desde uma mensagem
não respondida até um olhar mal oferecido, ou mal interpretado. Ela sofre por
mini-amores. Até mesmo em fase de
conhecimento ela se permite amar. Ama o momento, ama ama e ama. Encontra amor
até onde não existe interesse. E ai onde ela quebra a cara.
Mas talvez ela esteja aprendendo
a ignorar. Afinal, uma hora isso ia
acontecer não é? Todo mundo aprende com os romances desastrosos. Ela também deveria aprender. E parece que a
ideia de se fechar não seja uma escolha, e sim uma consequência de amores mal
correspondidos, mal vividos e até mal acabados.
E finalmente hoje, ela esta
praticando o não amor. Mesmo que lá no
fundo ela ache lindo aquele sorriso bobo. E talvez, alguém até ganhe um convite
para ir até sua casa, mesmo que ela lute contra aquele sentimento de paz quando
esta na companhia de alguém.
Quem sabe ela não aprenda desta
vez, a não ser tão intensa, mesmo que o impulso esteja lapidado em suas
entranhas. Talvez ela consiga. Talvez não.
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