Primeiramente.

Este blog é completamente de minha autoria.
"Paula da Silva."

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Intensidade insana.

                







                    Ela sempre estará disponível para um grande amor. Ela pensa seriamente em se fechar, pensa em evitar qualquer tipo de relacionamento, e ela até se leva a sério as vezes, mas este pensamento nunca durou muitos minutos. Logo ela se pega presa novamente ao passado, resgatando forcas para então seguir em frete. Ela se sente cansada de prosseguir. Sente preguiça de conhecer pessoas novas e se relacionar novamente. Mas não da.  Ela simplesmente vive de envolvimentos.
                Ela não tem um estilo fixo, as vezes ela curte rock e as vezes pira em um sertanejo, por que não um pagode? Talvez as pessoas pensem que ela não tem personalidade, mas a questão é que estilo não define necessariamente uma personalidade. Apesar de não representar, ela tem um jeito muito forte de levar a vida. E talvez seja a maneira mais arriscada de enfrentar seus dias.
                Ela não sabe viver sem ter alguém para conversar. Fica completamente descontrolada quando se sente sozinha no mundo. Seu foco é sempre ter alguém. E quando tem, mesmo sem querer, se doa por inteiro. Ela pensa que sabe controlar seus sentimentos, mas é ai que ela se engana. Mal sabe ela que ela não tem nem controle sobre seu estilo musical, quem dera sobre sua vida amorosa.
                Ela sabe como conduzir uma situação de desamor. O que ela não sabe é como praticar o desapego. Ela não sabe se amar. Mesmo ela só sabendo amar.  Ela se dedica ao próximo como se dedica a um trabalho decisivo. Como se sua vida fosse sempre dedicada ao amor.
                É lindo encontrar alguém assim. Mas não é lindo quando esta pessoa é você. Afinal, ela sofre desde uma mensagem não respondida até um olhar mal oferecido, ou mal interpretado. Ela sofre por mini-amores.  Até mesmo em fase de conhecimento ela se permite amar. Ama o momento, ama ama e ama. Encontra amor até onde não existe interesse. E ai onde ela quebra a cara.
                Mas talvez ela esteja aprendendo a ignorar.  Afinal, uma hora isso ia acontecer não é? Todo mundo aprende com os romances desastrosos.  Ela também deveria aprender. E parece que a ideia de se fechar não seja uma escolha, e sim uma consequência de amores mal correspondidos, mal vividos e até mal acabados.
                E finalmente hoje, ela esta praticando o não amor.  Mesmo que lá no fundo ela ache lindo aquele sorriso bobo. E talvez, alguém até ganhe um convite para ir até sua casa, mesmo que ela lute contra aquele sentimento de paz quando esta na companhia de alguém.

                Quem sabe ela não aprenda desta vez, a não ser tão intensa, mesmo que o impulso esteja lapidado em suas entranhas. Talvez ela consiga. Talvez não.

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